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Covid-19: Juiz de Fora próxima do lockdown

Cidade regride para a onda vermelha do Minas Consciente na semana em que a ocupação de leitos de UTI privados na cidade chegou a 98%. Em um único dia a cidade registrou quase 500 novos casos.

Juiz de Fora regridirá, na próxima segunda-feira (7), para a Onda Vermelha do programa Minas Consciente, do Governo Estadual, que estabelece normas de conduta para empresas e moradores de Minas Gerais durante a pandemia de Covid-19.

A decisão foi tomada durante uma reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento à Pandemia em Juiz de Fora, realizada ontem, quinta-feira (03).

A onda vermelha é a mais restritiva do Programa Minas Consciente e durante ela apenas os serviços considerados essenciais podem funcionar na cidade.

De acordo com o Secretário Adjunto Municipal de Saúde, Florival Rocha, “o município de Juiz de Fora vive hoje o pior momento da pandemia. Os indicadores demonstram que existe uma alta transmissibilidade do vírus dentro da cidade então temos hoje um número muito maior do que em julho, no pico da pandemia”.

Ainda de acordo com ele, em julho, no pior momento da pandemia, foram contabilizados 620 casos enquanto em novembro, em um único dia foram registrado 483 casos positivos da doença na cidade.

Esta semana os leitos de UTI nos hospitais privados chegaram a 98% de ocupação. Isto reflete a alta transmissibilidade do vírus em Juiz de Fora e a necessidade urgente, de acordo com diversos especialistas em saúde pública, de um endurecimento do poder público na fiscalização das regras e normas de conduta para combate à pandemia.

Se nada for feito, alertam, Juiz de Fora poderá viver uma situação caos na saúde como a que foi presenciada em Manaus, com pessoas sendo enterradas em covas coletivas; em alguns dias.

Covid-19: Juiz de Fora próxima do lockdown
 Covid-19: Juiz de Fora próxima do lockdown__Foto: Jornal de Brasília/Reprodução


Um comentário:

  1. Nos preparamos para mais lutos . Oremos para que as autoridades já tenham leitos preparados para os próximos dias.Sensato o povo trabalhar se tivesse condições humanas na hora de pegar seu ônibus. Vida de gado.
    E no final quem paga a conta?
    Que pelo menos de condições humanas para quem tem que trabalhar pelo pão de cada dia, pois num coletivo onde não há distanciamento, daí de onde estão aparecendo mais casos.
    Onde se encaixa o Minas Consciente?

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